Matando a cobra e mostrando o leão



Terminado o Festival de Paulínia, duas coisas rápidas para comentar aqui no blog. Uma delas é a mania de alguns companheiros de crítica tentando invalidar, eternamente, algumas opiniões discordantes, com "superioridade e arrogância" ditadas pelo fato de trabalharem em grandes veículos de imprensa. O fato de alguém não ter se impressionado tanto com o novo filme do José Mojica (Zé do Caixão), "Encarnação do Demônio", não deveria ser suficiente para tentar colocar todos os que gostaram num mesmo barco. Sei que esses poderosos pensam que esses outros que exercem sua função em alguns veículos da internet - e citaria mais especificamente a Revista Paisà, a Cinética e a Contracampo, além do caçula Filmes Polvo e o meu site, o Cinequanon - andam e agem como adoradores sempre dos mesmos cineastas. Daí, passam a colocar em dúvida opiniões e gostos. Burrice, medo, mau-caratismo, tacanhice... Mais especificamente, no caso do filme do Zé do Caixão, colocam em dúvida as qualidades cinematográficas do trabalho, tentando enxergar nos que gostaram, cultuamento cego e impensado. Só parta citar: o filme tem diálogos e humor pra lá de bem bolados, trabalho de montagem impecável (raro ver algum produto nosso tão bem editado atualmente), terror que remexe no mais profundo de nosso âmago (desde o psicológico, até o que causa mal estar físico), fotografia e iluminação que beiram a raridade (penso agora na cena que inicia o filme - no corredor da prisão, com policiais apavorados - ou na que o encerra, só para citar dois entre inúmeros exemplos), e uma transposição da intenção original (filme que já estava escrito há 40 anos) para os tempos atuais, sem solavancos e imperceptível, tremendamente bem executada. Não gostar: normal. O anormal é, sempre e sempre - de modo cada vez mais amedrontado e ao mesmo tempo agressivo -, deslegitimar nossas opiniões. Lembrando, também, que não somos somente um ser, e seria justo tentar deslegitimar opinião a opinião.
A outra coisa a comentar é sobre a historinha do leão que contei no meu diário de Paulínia. Rendeu muito. Recebi emails e telefonemas quando deixei no ar somente a surpresa do que viria à frente - que, no final, era de solução simples, quase anticatártica. Para provar com dados mais concretos, reproduzi aí em cima as fotos que a Angélica Bito tirou e cedeu. Batidas na visita amalucada que fizemos ao Zôo, junto com o Chiko Guranieri e o Henrique Bastos, recheada de comentários infames e piadas dos mais variados gostos - a ponto de o novato Henrique perguntar, assustado e quase morrendo de dor, de tanto rir, se nós éramos sempre assim... A Angélica também era novata nesse quesito. Mas foi muito bacana a visita, e necessária.
A outra coisa a comentar é sobre a historinha do leão que contei no meu diário de Paulínia. Rendeu muito. Recebi emails e telefonemas quando deixei no ar somente a surpresa do que viria à frente - que, no final, era de solução simples, quase anticatártica. Para provar com dados mais concretos, reproduzi aí em cima as fotos que a Angélica Bito tirou e cedeu. Batidas na visita amalucada que fizemos ao Zôo, junto com o Chiko Guranieri e o Henrique Bastos, recheada de comentários infames e piadas dos mais variados gostos - a ponto de o novato Henrique perguntar, assustado e quase morrendo de dor, de tanto rir, se nós éramos sempre assim... A Angélica também era novata nesse quesito. Mas foi muito bacana a visita, e necessária.
Foto1: o próprio leão
Foto2: eu, Henrique e Chiko (da esquerda para a direita)
Foto3: dona leoa (como disse Angélica Bito que, abnegadamante, ficou por trás da lente)

